quinta-feira, 10 de junho de 2010


Si
en cet instant
tout te donner
je pourrais
le monde ne suffirait
de mon corps
toutes les caresses
amant, maître, père
nul mot
nulle étreinte
tant mon insatiable faim
impétueux désir
de mon coeur t'appartenir

quarta-feira, 9 de junho de 2010


Para podermos usufruir das experiências diárias e das pessoas que atravessam a nossa vida, precisamos de ter uma atitude de aprendizado, podemos aprender com tudo e com todos, nem que seja a tornar-nos mais tolerantes ou mais atentos ou mais incisivos.

sexta-feira, 4 de junho de 2010


Fim de semana no campo.

Debaixo da macieira, deitada sobre a erva seca,
olho a minha mãe a trabalhar.
Observo o ritmo da vida, os ciclos da terra.
Será que a felicidade está além, na pós realização dos muitos e árduos objectivos que nos propomos ou será que está aqui, como poderia estar em qualquer outro lugar presente.
Como tudo cresce num ritmo de lenta e constante dedicação nas suas mãos,
a minha mãe, fonte de tudo o que sou, tudo o que vejo.

Talvez o meu intuito seja tão pouco preservar essa beleza tão intrinsecamente humana.

quinta-feira, 3 de junho de 2010


A maior prova de lealdade que a vida nos possa fazer consiste em por-nos frente a frente com a injustiça e ainda assim optar por ser justos. A única forma de mudar as coisas de maneira duradoura é através do exemplo, se respondermos à injustiça sendo injustos, apenas contribuímos para que esse ciclo continue ad infinitum. Terá que haver alguém a quebrar-lo. Alguém que não se deixe corromper. Muito mais importante é a lealdade aos nossos valores.
A medida de força de um homem/mulher não está na sua capacidade de superar ou destruir o outro, mas sim na sua convicção em ser e existir conforme o seu propósito.

Ainda que haja injustiça, deveremos ser justos,
que haja cobardia deveremos ser corajosos,
que haja mentira deveremos ser verdadeiros,
que haja fraqueza deveremos ser fortes.

A responsabilidade é nossa.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Deparei-me com este texto, que escrevi há uns anos neste mesmo livro:
Este livro trouxe-me um excerto de verdade num momento de angustia; num momento em que larguei não uma relação mas uma expectativa profissional envolvida de relações para partir para outro caminho, trouxe-me a clareza necessária para olhar em frente e seguir abandonando a culpa. Lembrou-me que o fim de algo confunde-se muitas vezes com o despertar de outro, que em vez de ficar despedaçados com um sentimento de falha, podemos alegrar-nos de um fim pois é um novo principio que transporta com ele as riquezas da experiência. Convida-nos a deixar o rancor, insatisfação e frustração e substituí-los pela intuitiva percepção de que estamos a caminho do amor. Convida-nos a aceitar-nos a nós próprios e a ver a riqueza das nossas experiências que são únicas. Convida-nos a participar activamente no conteúdo das nossas escolhas em vez de se instalar nas formas pré-estabelecidas.
É um olhar indulgente sobre o ser humano à procura de si-próprio num caminho que por vezes nos parece sombrio e frio.
Diz-nos que esse caminho pode ser percorrido com alegria e aceitação pois leva-nos incontestavelmente ao altar de um amor maior, vasto e profundo.

sexta-feira, 14 de maio de 2010


A única forma de fazer progredir a sociedade é ensinar o progresso a cada individuo que a compõe.
O verdadeiro foco é ensinar, tudo o resto sustenta a valorização do mesmo.

terça-feira, 11 de maio de 2010


A Base de toda a construção humana está na união forjada pelos indivíduos que a constituem. União essa que gerará o incentivo de todos a caminhar para um mesmo objectivo comum. Ainda que possa existir uma distancia física, o elo será mantido pela identificação ao propósito global presente em cada individuo que prestará um benefício ao grupo ou sociedade no qual actua. O ser humano é um ser em construção pessoal e civilizacional, essa construção leva lo-a ao autoconhecimento e ao conhecimento do universo que o circunda. Poderá também levá-lo aos seus limites. Pois certamente teremos de abrir os olhos, ver mais longe e de mais alto ou acabaremos por não ver de todo.